quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Frase do Dia

Sector exportador será responsável pela nossa recuperação a partir de 2013

Passos Coelho, primeiro-ministro

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Facebook do CRCC

O CRCC já ultrapassou os 1500 amigos no seu facebook.

Confira aqui!

Sessão Fotográfica Rancho "Os Ferreiros"

O Rancho Etnográfico "Os Ferreiros", realizou uma sessão fotográfica, ontem, durante toda a manhã, de modo a preparar um dossier a enviar à Federação do Folclore Português, com vista a dar cumprimento às suas indicações, no sentido de efetuar avaliações a todos os seus grupos federados.
Nesta sessão fotográfica, pretendeu-se recriar várias situações de fatos que aconteceram em Carvalhais por volta dos finais do século XIX, conforme é apregoado nas atuações que o rancho tem feito e continuará a fazer, em todo o País , e como é sabido também pelo estrangeiro. O Rancho Etnográfico "Os Ferreiros", tenta sempre ser o mais fiel possível na sua representação das tradições e cultura da nossa povoação e arredores.

Para ver imagens desta sessão fotográfica, clique aqui!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Frase do dia

O combate ao desemprego é a nossa prioridade número um

Santos Pereira, ministro da Economia

Permanências consulares… para onde, quando e por quanto?

No passado dia 24 de janeiro o Sr. Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Dr. Paulo Portas, informou os cidadãos nacionais que os horários e as localizações das permanências consulares irão ser disponibilizados pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros na internet.
Passadas praticamente quatro semanas e aproximando-se a data de encerramento dos postos consulares, anunciada a 16 de novembro de 2011, ainda nada foi publicado no portal do governo sobre as mesmas. Este facto faz com que se levantem algumas questões que relembram a célebre expressão popular portuguesa, será que mais uma vez se começou “a casa pelo telhado”?
Não deixa de constituir um facto válido que estranhamente nunca vieram a público as contas que as permanências consulares irão implicar para o estado português. Ora vejamos então, a realização destas permanências consulares que irão apenas permitir que um cidadão nacional trate do cartão de cidadão e do passaporte, irão implicar uma série de custos acrescidos para o estado português, tais como o equipamento e a deslocação dos funcionários (algumas de longa distância). Mas também o cidadão que recorre às permanências irá ter um acréscimo de custos já anunciado, que parecem ser camuflados pelo comodismo da proximidade geográfica da sua residência.
Face ao exposto levantam-se algumas questões no que concerne não só à periodicidade, local e horário de funcionamento das permanências consulares, mas também à falta de transparência e inexistência de um estudo orçamental das permanências. Parece haver um total desconhecimento por parte do governo quanto às funções de qualquer posto consular, pois um cidadão nacional não se deslocava ao seu respetivo posto para tratar apenas do seu cartão de cidadão ou do seu passaporte! Estas permanências não irão, de modo algum, substituir todo o serviço prestado pelos postos consulares e muito menos irão representar uma poupança para o nosso estado. A manutenção de “pequenos postos” produtivos e lucrativos representaria sem sombra de dúvidas uma maior poupança para o estado do que o investimento em permanências, uma vez que o encerramento dos “pequenos postos” também significa uma enorme perda de receitas, bem como uma perda abismal para o cidadão nacional que não poderá ter a merecida assistência e ver todos os seus interesses tratados.
É caso para dizer “permanências consulares, para que vos quero”…
Por: Alfredo Cardoso
Conselheiro das Comunidades Portuguesas

Rua da Palmeira


domingo, 19 de fevereiro de 2012

Convite à população


Capa de Hoje


Naval 1-1Aves

Naval 1º de Maio e Desportivo das Aves empataram este sábado a um golo, em jogo da 19.ª jornada da Liga Orangina, disputado na Figueira da Foz.
Dois golos marcados na primeira parte, ambos na sequência de dois lances de bola parada, por Nelson Pedroso, aos 12 minutos, e Edivaldo Bolívia, aos 28, foram o registo positivo de uma partida que apenas teve alguma intensidade nos primeiros 45 minutos.
A etapa complementar foi totalmente controlada pela formação visitante, que, apesar disso, nunca conseguiu criar oportunidades de finalização.
Com esta igualdade o Aves subiu provisoriamente ao segundo lugar, com 32 pontos, enquanto a Naval ascendeu ao terceiro posto ao somar os mesmos 31 pontos que o Moreirense, que recebe o Leixões no domingo.
O Desportivo das Aves chegou à vantagem aos 12 minutos, quando Nelson Pedroso, na sequência de um canto marcado de forma curta, rematou de surpresa e bateu Guilherme.
Os figueirenses reagiram, aumentaram a velocidade do jogo e chegaram ao empate, por Edivaldo Bolívia através da conversão de uma grande penalidade, aos 28. O castigo máximo castigou um derrube de Tito a João Pedro, que evitou dois defesas e, já na grande área, preparava o remate.
Na etapa complementar, a formação visitante entrou com melhor dinâmica, assumiu a iniciativa de jogo e controlou as operações perante uma Naval muito apática incapaz de contrariar a estratégia do Aves.
Jogo no Estádio Municipal José Bento Pessoa, na Figueira da Foz
Naval - Desportivo das Aves, 1-1
Ao intervalo: 1-1
Marcadores:
0-1, Nelson Pedroso, 12 minutos.
1-1, Edivaldo Bolívia, 28 (grande penalidade).
Equipas:
Naval: Guilherme, Carlitos, Júnior Pereira (Frechaut, 85), Leomar, Willams, Sandro, Leandrinho (Godinho, 59), Edivaldo Bolívia, João Pedro, Paulinho Guará e Hugo Santos (José Rui, 74)
(Suplentes: Ricardo Neves, Ricardo Ehle, Previtali, Frechaut, Roberto, Godinho e Zé Rui).
D. Aves: Marafona, Geraldes, Tiago Valente, João Pedro, Nelson Pedroso, Ricardo Chaves, Tito, Pedro Cervantes (Ricardo Martins, 85), Pedro Pereira (Quinaz, 90+1), Pires e Vasco Matos
(Suplentes: Rui Faria, Rafael, Quinaz, Mamadu, Ricardo Martins, Fonseca e Dailly).
Árbitro: João Capela (Lisboa)
Ação disciplinar: Cartão amarelo para Tito (27), Tiago Valente(27), Leomar (40), Nelson Pedroso (61), Sandro (70) e Ricardo Chaves (87).
Assistência: 350 espectadores.


Fonte: Jornal Record

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

capas de hoje















Baile Carnaval

Aqui ficam as imagens do ano passado... como será este ano...


125 Anos de música no coração


125 Anos de música no coração

Carvalhais, terra de ferreiros, é o berço da cultura da nossa Freguesia. Em 1758, foi considerada como a maior povoação a sul do Concelho e transporta com ela uma enorme herança musical de que todos os Lavoenses devem ter orgulho.
Desde muito cedo, dois jovens de Carvalhaes, mostravam um enorme desejo em criar uma banda filarmónica. Devido à tenra idade e às poucas possibilidades monetárias, os dois irmãos Emílio da Silva Jordão e António Maria da Silva Jordão, tentaram a sua sorte jogando na lotaria, mas sem sucesso…
Em 1883, foi criado o Grémio Carvalhense como pilar da cultura, educação e recreio, do qual faziam parte a Escola Elementar para o sexo Masculino e a Escola de Música, onde Emílio Jordão era professor.
Após 4 anos da criação do Grémio, foi então tornado realidade o sonho dos dois jovens irmãos. A 30 de Maio de 1887, foi fundada a “Sociedade de Recreio Musical Carvalhense”, cujo regetente era João Teixeira Dias. Como o dinamizador desta iniciativa ainda não era maior de idade, pois só tinha 18 anos, foi representado por seu pai, Silvestre da Silva Jordão. Como consequência desta grande criação, foi então extinto o Grémio Carvalhense, tendo sido transferido todo o seu património para a nova instituição.
A sede desta filarmónica foi construída numa parte de terreno cedido pelos pais de Emílio Jordão, local esse que ainda se mantém nos nossos dias. O edifício era composto por dois andares. O primeiro seria denominado a “Casa de Ensaio” e o rés-do-chão era uma habitação para o maestro que vinha de fora poder ensaiar até mais tarde e mais do que um dia, e ter assim onde pernoitar.
Estima-se que a primeira actuação desta banda foi a 8 de Setembro de 1888, nas festas de Nossa Senhora da Conceição na Costa de Lavos.
A passagem para o nome que conhecemos actualmente, “Sociedade Artística Musical Carvalhense”, não tem data certa. Contudo, em 1901, surgiu um primeiro ofício onde constava a nova denominação desta filarmónica.
Podemos afirmar que a S.A.M.C. sempre sobreviveu aos vários períodos de crise, principalmente na década de 60, graças à dedicação dos seus elementos, mas também graças à sede própria que sempre os acolheu. Mesmo após o falecimento do seu fundador, em 1933, esta filarmónica sempre mostrou a sua garra e força para superar obstáculos.
Já percorreu vários países levando o bom-nome da cultura musical Carvalhense a inúmeros encontros europeus, designadamente na Européade. Actuou em Espanha, Valladolid, Valéria e Zamora, em França, Rennes e Libourne, Alemanha, Luxemburgo e Dinamarca. Não esqueçamos porém, as inúmeras apresentações que esta riquíssima filarmónica tem em Portugal, e que sempre leva a alegria da Freguesia nas melodias que executa.
Em 1981, a S.A.M.C., foi presenteada com a medalha de Mérito pela Câmara Municipal da Figueira da Foz e em 1987, aquando do seu centenário, foi distinguida com a medalha de ouro da cidade.
Actualmente, e para manter vivo o sonho de dois jovens irmãos, a Filarmónica Carvalhense conta com 44 músicos, entre os 12 e os 22 anos de idade, sob a direcção musical do Maestro Vítor Ferreira.
A Escola de Música da Sociedade Artística Musical Carvalhense, é outra componente desta associação. Conta actualmente com 43 alunos e 6 professores, a ministrar diversas especialidades de instrumento, que são parte constituinte da S.A.M.C.
Fruto desta escola, em Outubro de 2004, foi fundada a Banda Juvenil composta por 25 jovens músicos, dirigida por Vítor Ferreira, e em Dezembro de 2008 actuou pela primeira vez a Bandinha da S.A.M.C., composta por 14 alunos em iniciação de instrumento, sob direcção musical de Syndie Ferreira.
A S.A.M.C. já conta com a participação em dois programas de televisão, em 2005 editou o seu primeiro CD e em 2009 executou o Hino Oficial da Freguesia de Lavos, a convite da Junta de Freguesia de Lavos.
Que estes 125 de existência seja motivo de orgulho para todos os Lavoenses e que sirvam de inspiração aos jovens que tantos projectos ambicionam, mas nenhum executam…


Lara Ramalho, retirado do Facebook de Lavos

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Em Carvalhais trabalhou-se o barro…



“Para ser belo o púcaro devia ser bem vermelho e o costume era roçarem-no com uma pedra até aparecer barro novo”

Nesta Freguesia e lugar de Carvalhais de Lavos, marcava o calendário o ano de 1905, aqui, existia uma Cerâmica, dentro da qual funcionava também uma Fábrica de Faianças.
Na estrada que actualmente nos leva de Carvalhais à Central, logo após o Cruzamento para a Fonte dos Caçadores, ao nosso lado esquerdo, era ai, junto a um terreno avermelhado de grandes dimensões que se situava a dita Cerâmica. Nas suas traseiras, a extracção de barro vermelho que abunda na zona, e que servia de matéria-prima para tijolos e telha usada na época.
Trabalhavam na fábrica de Faianças apenas 3 homens maiores de 21 anos e 3 homens maiores, um de 18 anos, um de 16 anos, e o último de 14 para 15 anos.
As jornas destes operários eram de 500 Réis para os homens, 400 Réis para o rapaz de 18 anos, 180 Réis para o rapaz de 16 anos e 100 Réis para o último.
Na parte de Cerâmica, os operários ultrapassavam os 20 homens, que por 10 Tostões diários, tinham a seu cargo a feitura de tijolos (Tijolo burro) e telhas (Telha Marselha).
Os mercados de venda eram a própria Freguesia de Lavos, a do Paião, e grande parte do baixo distrito de Leiria, para onde era conduzida em carros de bois. Os barros empregados no fabrico eram extraídos em Vila-Verde, próximo da Figueira da Foz, de onde eram conduzidos em barcos até ao Cais de Armazéns de Lavos, e depois em carros de bois até à fábrica, que se situava nas proximidades de Carvalhais ficando cada metro cúbico a 1$100 Reis. O carregamento era deixado nas proximidades da fábrica para a primeira fase, onde se juntavam os barros, e assim corrigir a textura, em virtude deste barro sozinho, ser excessivamente plástico, ficando no fim de pronta a matéria-prima, a 500 Reis (o metro cúbico, posto na fábrica). A dosagem dos barros para a formação da pasta para confecção das peças era de 4 partes do barro de Vila Verde, (barro branco) por uma de Carvalhais (barro encarnado). A produção anual regulava os 1500$00 Reis.
Sentado num banco, de mãos trémulas e sorriso jovial, recordamos esta época com o Sr. Umbelino Ramalho de 81 anos, sempre morador em Carvalhais, toda a vida lavrador e servidor de gado de profissão, que muito trabalhou para a dita fábrica. Com o seu Carro de Bois, muitas vezes transportou o barro desde Armazéns até á fábrica; a Carvalhais, assim como fez imensas entregas de loiça pelos arredores de Pombal, Leiria, etc. … “Tinha uns sete anos quando o meu Pai lá trabalhava e eu brincava lá muitas vezes, às vezes pendurava-me na máquina que levava os tijolos e telhas para o andar de cima para secar, e brincava com aquilo… e a máquina do barro? Era uma máquina parecida com as máquinas de comboio, trabalhava a lenha e tinha correntes, largava fumo e tudo, e andava em carris dentro da fábrica, era de lá que saiam as telhas…” recorda os tempos em que a fábrica pertencia a Joaquim Ferreira Bicho, como tempos áureos e prósperos, onde dava gosto trabalhar, pois a fábrica não dava vazão a tanto trabalho… mais tarde, já trabalhador da fábrica, fazia a trasfega tanto do barro que chegava a Armazéns, e o levava até ao destino; como depois de tudo pronto saia carregado da Fábrica e corria todos os pontos de venda com o seu carro de Bois que já transportavam o produto final.
Os processos de fabrico desta Fábrica de Carvalhais; forno de cozedura e produtos fabricados eram perfeitamente iguais aos de Coimbra; cidade que na altura possuía o maior número de cerâmicas, e que acolhia os grandes mestres, mas esta fábrica porém era muito mais modesta que qualquer daquelas. Os instrumentos e utensílios empregados no fabrico eram também os mesmos que os de Coimbra, e além das loiças vulgares para uso doméstico, fabricavam-se na Olaria vasos para jardim, balaústres, tijolos e alguns azulejos, embora esta Fábrica de Carvalhais tivesse apenas duas rodas ou tornos de oleiros.
A pasta para a fabricação de qualquer peça, que tinha que servir ao lume, era composta de duas partes de barro vermelho, e uma de áspero, misturadas em partes iguais. Os Oleiros não desenformavam a loiça sem estarem presentes os respectivos juízes, que faziam uma avaliação da qualidade da peça, e depois esta, seguia através de um “elevador” improvisado para o primeiro andar da Fábrica, onde era exposta para secar.
A matéria-prima de que principalmente se compõe a faiança é a argila, e é de sua abundância que depende a criação de fábricas de loiças em certos e determinados lugares, no caso das Cerâmicas de Carvalhais, este não abundava, dai a necessidade de o transportar de Vila-Verde, mas em virtude da Fábrica possuir condições para o fabrico de faianças, o desejo de fazer mais e melhor compensava o esforço do transporte da matéria-prima base. O barro (este sim, existente em abundância no local), depois de amassado, lavado e peneirado moldava-se em forma ou à mão, e concluída a peça, e enxuta metia-se no forno: em estado de cozida, revestia-se por aplicação ou imersão de um esmalte líquido, composto de silicatos de estanho ou de chumbo, areia e cloreto de sódio.
O estanho dava ao esmalte a alvura opaca que o distinguia, podendo ser a peça ornamentada em cru, ou depois de cozida, sujeitando-a a um lume brando, que operando a fusão da tinta, não prejudicasse a pasta sobre que se aplica; segundo o Sr. Umbelino, lindas ficavam as peças; “… umas tinham umas florinhas de lado, outros uns ramalhetes, e já havia também umas com letras, e eram clarinhas as peças…”
Na fábrica de Carvalhais eram fabricados: Bilhas de barro, bilhas de asas simples e espalmadas, Ovóide. As chamadas infusas e pichel (Jarras de vinho), cântaro, talhas e púcaras.
Segundo as contas do Sr. Umbelino, estas Fábricas encerraram à cerca de 40 anos, por falência… “ nos últimos tempos a fábrica pertencia ao Alferes Silva, e as telhas já vinham todas marcadas com o seu nome, mas durou pouco, porque depois fechou as portas. Eu ainda por lá andei depois muitos anos, pois transportava então o barro (que era muito), lá do Lugar da Cerâmica até à Silveirinha, para a fábrica de telhas e tijolos Maçarico… Lá há muitas fábricas, mas depois deixei-me disso!”…
Assim terminou este reviver de um tempo passado, dali, acompanhou-me o Sr. Umbelino até ao ponto, onde outrora existiam as famosas Fábricas, para me apresentar o local, e registar o momento. Ali chegados, com as pernas trémulas e a vista cansada e meia turva, contemplou a “mancha” de terra vermelha que ali persiste, com a voz meio abafada pela nostalgia, ergueu a singela bengala que trazia e apontou na sua direcção. Disse apenas; “aqui há muitos anos existiram as Cerâmicas de Carvalhais!”…


Lia Costa , retirado do Facebook de Lavos

Capas de Hoje
















Carnavalhais 2012


Domingo dia 19 de Fevereiro de 2012  na Sociedade Artística Musical Carvalhense as 17 horas


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