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terça-feira, 19 de março de 2013

Filho és......


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

" Quando a voz que Deus nos deu
Encontra a vida a cantar
Quando a noite mal se deita
E a madrugada espreita
E apanha a canção no ar,
Essa voz que acorda os céus
Essa dádiva de Deus
Esse condão, esse jeito,
Para si, todo o respeito,
A nossa admiração
Para si, Senhor Pedrosa,
Que nunca lhe doa a voz,
E aceite de todos nós,
Uma ovação calorosa!"

Minita
Os colegas do elenco "Nós por cá"- 2004

retirado do "O Lavoense" n.º7

domingo, 13 de março de 2011

Á beira mar, um país sem remuneração
uma geração em manifestação.
Outro; onde, ontem,a terra mexeu,
e hoje, o "Sócrates" sobreviveu?

De "Parva que sou" a " A Luta é Alegria"
São os hinos da geração em luta.
Sendo que, desta terra fugia,
ou, para canto, os problemas se chuta?

A geração está "á rasca",
mas o que terá mudado?
Os frutos na sua casca,
ou, o político que está acabado?

E eu, aqui, a tentar vencer...
... vencer, o dia-a-dia,
mas que planos vou fazer,
se tudo é mera fantasia.



segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Sou Ferreiro, das bandas da Figueira




Sou Ferreiro, das bandas da Figueira
d'onde desagua o Rio Mondego,
Por estas terras do Bonfim, sou grego
sorte, tenho o Sado à minha beira

Márcio Pereira

sábado, 25 de dezembro de 2010

Noite de Natal

 É meia-noite e não consigo dormir.
Depois das voltas e voltas que já dei na cama, decidi levantar-me.
Sinto-me estranha, como se fosse um boneco animado nas suas histórias irreais e imaginárias.
Começo a descer as escadas devagar, a tentar ver a distância de um degrau para o outro para não cair, e não sinto os degraus nos pés.
Só me vem à memória o único presente que desejei em toda a minha vida ter. Um urso enorme, que quando ia a passear na rua via sempre numa montra de uma loja, quando era mais nova. Dês desse dia, aquele ursinho castanho claro de pêlo verdadeiro, com um laço azul-escuro ao pescoço, um fato azul vivo no corpo e com um chapéu e sapatos pretos, não me saí da cabeça. Pedi-o vezes sem conta, mas nunca o consegui ter.
Abri a janela e vi a neve a cair nas minhas mãos, talvez fria como dizem os livros, eu não a sinto.
Não sei que dia é hoje, que horas são, nem quanto tempo passou depois da última vez que saí à rua. Estou sozinha, talvez à anos. Ver a chuva a cair, o sol a brilhar, é a minha rotina.
No meio de tanto sentimento estranho, sentei-me no cadeirão vermelho da sala onde se costuma sentar sempre um homem de barba grande, gordinho, sempre vestido de vermelho, em tempos  passados. Costumávamos estar os dois à beira da lareira, ele no seu cadeirão e eu numa cadeirinha de madeira.
Acendi a lareira para ver apenas a chama acesa nesta sala enorme e vazia.
No meio de tanto silêncio diário ouvi uns barulhos, vi o fogo a tapar-se de preto com o carvão da chaminé. Corri para a janela e vejo uma pequena árvore bicuda, muito verde, com luzes e bolinhas de todas as cores a nascer devagar, parece magia dos contos de fadas.
Olho para a porta, e vejo alguém já de barba branca, de bengala, barrete vermelho, e a mesma roupa vermelha que usava à tempos, é o meu companheiro.
Trazia um embrulho na mão, entregou-mo e sentou-se no seu cadeirão. Olhei mais que uma vez, e abri o embrulho. Abri o saco, rasguei o papel, era uma caixa de cartão,  espreitei e vi .. vi.. vi …
Comecei a sentir os meus lábios a abrirem, e os meus dentes a sentir o vento, um sorriso , era o meu urso. Sentei-me na minha cadeirinha, ele deu-me a sua mão e voltei a senti-la a apertar a minha, como não sentia à muito tempo.
Talvez hoje, seja noite de Natal.

Vera Pereira


PS:  Sejam vocês mesmo, Feliz Natal .

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O pai Natal bateu à porta


O Pai Natal bateu à porta

Fez um grande chinfrim,

E para o consolar

Fiz-lhe uma bola de Berlim.


Acordei quando ele entrou,

Um grande saco com presentes eu vi,
Ele só para mim falou:

“Este presente é para ti “


Ofereci-lhe um “ obrigado “ carinhoso

Pois mais nada lhe podia dar

Sei que ele não se importa

Porque eu me sei comportar.


A noite ainda é grande

E ele muito tem que fazer,

Os meninos são muitos,

E os presentes tem que oferecer.


Vera Pereira

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Ao Bacalhoeiro

Por mares distantes, pão amargo, faina dura,

Rostos salgados, na rota da aventura,

Braços mimosos..., saudosos de abraçar.

Quantas mágoas, desventuras, desenganos,

São marés cheias, são o sal dos oceanos,

Na odisseia dos heróis, "Lobos do Mar" l

Agradeço a D. Minita



sexta-feira, 12 de junho de 2009

Ao Bacalhoeiro

VELAS AO VENTO, CRUZARAM OCEANOS,
LIÇÕES DO TEMPO, MARCARAM GERAÇÕES,
AI, MEU DEUS, QUANTAS LÁGRIMAS CAÍDAS, .
QUANTA DOR, NO SOL-PÔR DAS NOSSAS VIDAS,
QUANTAS SAUDADES... SAUDADES,
SAUDADES TANTAS...
DO TEU CALOR, MEU. AMOR, NAS NOSSAS MANTAS.
'

PASSAVA O TEMPO... MUITO LENTO, MUITO LONGO,
PARAVA O TEMPO, NESSE TEMPO QUE VIVI,
AOS PÉS DA CRUZ, UMA LUZ, A CREPITAR,
NO AREAL , MINHA VOZ, A SOLUÇAR,
À .BEIRA-MAR, ESTAVA MAIS PERTO DE TI.



AI, M EU JESUS, QUE EMOÇÃO ME APERTA A ALMA,
QUANDO LEMBRO COM SAUDADE A MINHA GENTE,
PRESENTE, AUSENTE... PIONEIRO, AVENTUREIRO !
BENDITAS MÃOS, CANSADAS DE LUTAR,
BENDITO AROMA, DO SABOR DOCE DO MAR,
DEUS TE GUARDE, DEUS TE SALVE, BACALHOEIRO !

Agradeço a D. Minita



quarta-feira, 10 de junho de 2009

Poema do 122º Aniversario S.A.M.C.

À LUZ DA FORJA, NUM BRASEIRO DOUTROS DIAS,
ONDE O FERREIRO QUEIMOU MÁGOAS, AGONIAS,
CANTOU TAMBÉM, ALEGRIAS NO SEU PRANTO
E ETERNIZOU DE GERAÇÃO, EM GERAÇÃO,
UMA CANÇÃO "CARVALHAIS, TERRA DE ENCANTO"!


FOI ESTE AMOR, ESTA RAÇA, ESTA AMBIÇÃO,
FEZ DESTE POVO, POR GRAÇA OU POR CONDÃO,
GENTE DIFERENTE, UM CARTÃO DE VISITA,
AQUI A ARTE, O RIGOR É A NOSSA VOZ,
LIÇÃO DE OUTRORA, LEGADA PELOS AVÓS,
HOJE E AGORA, NOSSA HERANÇA BENDITA.


CENTENÁRIA, DUAS DÉCADAS, DOIS ANOS...
CONTA ASSIM A NOSSA ARTE, SEM IDADE,
É SEMPRE FRESCA, QUANDO PASSA À MINHA RUA,
É CHAMA ACESA, ESTA BANDA MINHA E TUA,
É MINHA ALDEIA... MEU PAÍS ! MINHA CIDADE !


Al, QUANTO ORGULHO, QUASE DÓI CÁ DENTRO O PEITO,
PARA TE SAUDAR, POR GOSTAR MUITO A MEU JEITO,
QUERO-TE ABRAÇAR... QUE CONTES MUITOS MAIS ...!
VIVA A MÚSICA, ESTA ARTE PURA E NOBRE,
QUE TEU PERFIL, POR ANOS MIL, NUNCA S£ DOBRE,
E EU ...LÁ LONGE..., DECERTO PERTO DOS TEUS IDEAIS,
GRITO COM A ALMA, VIVA CARVALHAIS .



Agradeço a D. Minita

domingo, 8 de março de 2009

Embalando lembranças

Embalando lembranças

Arquivei o que era

O passado que gravei

Na pasta do coração.

Momentos em folhas de cores,

Histórias em folhas de sépias,

Saudades em vazio,

Que transcrevem a transparência.

Paginas que achei necessário,

Apagar por segundos.


Letras que ouvi,

Palavras que senti,

Frases que escrevi,

Textos que li,
incontáveis como gotas de chuva!


Voz em balada,

No sopro do vento,

No arrepio do alento.


Sorrisos que fiz,

Lágrimas que chorei,

Sentimentos guardados,

Solidão abandonada.


Momentos que no tempo passaram,

E na mente ficaram.


Um mar de memórias adormece

Num sorriso embalado!

Vera Pereira


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Concurso de poemas

Vou aqui lançar uma nova iniciativa, sei que existem visitantes deste blog que têm jeito para escrever.. por isso decidir abrir esta nova actividade.
Então, peguem num papel e escrevam em poema algo sobre os Carvalhais.
Metam titulo no poema e no fim o nome do autor do poema.
Podem enviar o dito poema para aqui deixando um comentário.
O poema não será logo publicado depois verão como será. Todos os poemas serão publicados. Em tempo oportuno haverá uma data limite para enviarem os poemas devido a eu pensar numa votação.

Para o poema os requisitos são: Ser sobre os Carvalhais, ter titulo e nome do autor.

Espero que apareçam muitos poemas.


segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Cinco tostões de diospiros




Fica aqui outro conto de Natal escrito pela nossa Carvalhense Lídia que foi publicado nos suplementos do "Diário das Beiras" neste último Natal.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Alperce - O gato que se Julgava Rei Mago




Clique em cima para ver um tamanho maior

Aqui fica um conto de Natal escrito pela nossa Carvalhense Lídia que foi publicado nos suplementos do "Diário das Beiras" em 2007

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Prémio Literário Cristina Torres

Um Prémio Literário onde duas meninas dos Carvalhais conseguíram estes resultados.

Retirado do jornal "O Pretexto" de Junho de 2008
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