sábado, 4 de outubro de 2008

Recordações

A SOCIEDADE ARTÍSTICA MUSICAL CARVALHENSE
Surgem dúvidas quanto à data da alteração do no¬me da colectividade.
Em 1893, sabe-se que foram pagos 500 reis a um advogado, Dr. Aníbal, por uma consulta acerca dos estatutos. Terá este facto alguma ligação com a mudança do nome? Só em 1901 surge um ofício em cujo cabeçalho aparece a indicação manuscrita - Sociedade Artística Musical Carvalhen se. Porém o relatório de contas do mesmo ano aparece com o primitivo nome e os posteriores de 1902 a 1904, que estão apensos àquele não referem nunca o nome da colectividade. Fica sem resposta esta questão. Sociedade Artística seria o novo nome mas ainda não estatutariamente definido? Será que o documento atrás referido, de 1901, S9 posteriormente terá o cabeçalho?
Mas em 1906 as dúvidas deixam de ter cabimento. Efectivamente o regulamento desta data que já atrás referimos intitula-se "Regulamento da Sociedade Artística Cultural Carvalhense". Aprovado em sessão extraordinária da Assembleia Geral de 17 de Junho de 1906. E este nome perdurou até aos nossos dias.
E difícil, praticamente impossível descrever os factos mais importantes da nossa colectividade a partir da segunda década deste século. Nem tão pouco nos é possível mencionar com exectidão, o nome de todos os regentes. Destes, sabemos que o primeiro foi João Teixeira Dias, alfaiate do Paião, que recebia mensalmente 2 000 reis e que falecéu em 1894. Quem lhe sucedeu? Sabe-se que José das Neves Eliseu foi regente em 1896 e no mesmo ano exerceu o mesmo cargo Francisco Menezes Geraldo. E provável que as finanças da colectividade não pudessem suportar com facilidade com estes dois mestres que ganhavam 10 000 reis mensais, afora os encargos de hospedagens. E então que em 1901 aparece Urbano de Oliveira, talvez o mesmo que foi mestre da Banda do Paião. Não se sabe ao certo qual o seu estatuto na direcção musical da Sociedade de Recreio Musical Carvalhense, uma vez que aparece mencionado, ora como regente ora como contramestre. Terá sido um regente efectivo? Terá dado apoio esporádico? Apoios esporádicos deverão ter sido os que foram prestados por Emílio Jordão, provavelmente músico destacado a par de dirigente. E também sabido que a nossa banda por volta de 1920/21 foi dirigida por Silva Dionísio, pai do grande maestre da actualidade com o mesmo nome. Outros, como António Oleiro, Marques Pleno e Sargento Roçadas, dirigiram a banda. Sílvio Ferreira Carvalheiro foi entretanto a figura que mais tempo esteve à frente da direcção artística da banda da nossa colectividade cerca de quarenta anos. Durante grande parte deste tempo, pertenceu aos seus corpos gerentes, foi músico executante de vários instrumentos e professor de música. 
A Sociedade Arstística Musical Carvalhense, depois do seu período de nascença e crescimento inicial, em que o entusiasmo e o bairrismo deve ter sido o grande suporte da luta contra as dificuldades, terá marcado a sua presença ao longo das décadas nos vários locais onde era chamada, na divulgação do conhecimento musical, na realiza cão artística dos seus membros. Terá tido épocas de maiores êxitos e consequentemente terá encontrado dificuldades de percurso, aliás, tão semelhantes às de outras congéneres.
A Sociedade Artística Musical Carvalhense esteve instalada numa casa situada no local da actual sede, mas dificientemente.
Com o evento do 25 de Abril e as suas ideias de cultura popular, todas as bandas sofreram novo incremento. E as direcções que de então para cá têm assumido as responsabilidades da gestão da colectividade, têm sabido estar atentas aos sinais do tempo e dos ventos propícios à mudanca.
A Escola de Música dinamizou-se, recrutaram-se elementos jovens, a banda cresceu, deixou de se verificar a necessidade sistemática de recorrer a músicos de outras localidades.
De algum tempo para cá a Sociedade Artística Musical Carvalhense vê a sua banda em plena prosperidade, de bom nível artístico, plena de juventude, entusiasmo e fé no futuro. 
Paralelamente e após a passagem durante algum tempo pelas instalações do Centro Recreativo Cultural Carvalhense, foi possível com grande esforço da comunidade, dos músicos e sobretudo dos dirigentes construir a actual sede própria.

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