sexta-feira, 21 de junho de 2013

Incêndio após fuga de gás em Lavos, Figueira da Foz

O incêndio provocado por uma fuga de  gás na rede pública, numa urbanização de Lavos, Figueira da Foz, devido  a causas que permanecem desconhecidas, foi extinto pelos bombeiros mais  de uma hora depois de deflagrar. 

Em declarações à agência Lusa, Nuno Osório, comandante dos Bombeiros Municipais da Figueira da Foz, afirmou que as chamas foram controladas com recurso a espuma, "que possui maior eficácia na extinção do incêndio", depois do local da fuga, no passeio em frente à obra de uma moradia, ter sido arrefecido com recurso a duas linhas de água. 
"A estratégia foi manter na mesma a fuga inflamada e foram feitas manobras de arrefecimento em toda a zona envolvente até à chegada do técnico do gás. Quando o gás foi cortado, procedemos à extinção do incêndio", explicou.
A opção por manter a fuga em ignição - com chamas que chegaram a vários metros de altura - ficou a dever-se à possibilidade de poder existir um refluxo na tubagem, caso o gás fosse cortado sem intervenção dos bombeiros, e o perigo de explosão. 
De acordo com Nuno Osório, o momento "mais crítico" da operação ocorreu aquando da utilização da espuma, feito já com a pressão de gás natural diminuída na tubagem daquela rede principal: "Havia o perigo de haver aspiração por parte da conduta e, havendo retorno da ignição, por si só havia esse perigo. Contudo, combatemos primeiro a ignição, com espuma, criámos uma película de proteção" e depois o incêndio foi extinto. 
O comandante dos bombeiros disse desconhecer as causas da ignição do gás, que terá ocorrido na sequência da rutura da tubagem, numa altura em que decorriam trabalhos no local, uma urbanização do lugar de Boavista, onde estão três moradias em construção. 
Nuno Osório frisou ainda que os bombeiros não puderam intervir na própria rede de gás natural, antes da chegada dos técnicos da companhia. 
"Esse é o protocolo que temos desde sempre, nós não temos acesso nem à rede primária nem à rede secundária de gás, temos conhecimento onde está, mas não a podemos manipular. A intervenção no corte de gás só poderá ser feita pelos técnicos", frisou. 
"É um procedimento antigo e uma dificuldade que é transversal não só ao concelho da Figueira da Foz, como a todo o país", adiantou o comandante dos bombeiros. 
Os estragos provocados pelo incêndio cingiram-se à área adjacente à fuga, nomeadamente num poste de eletricidade e nas baías metálicas de proteção da obra, cuja tinta desapareceu por ação das chamas, constatou a Lusa no local. 
As operações envolveram oito bombeiros e duas viaturas das corporações de Municipais e Voluntários da Figueira da Foz, meios da Proteção Civil municipal, empresas de fornecimento de gás e eletricidade e sete elementos e três viaturas da GNR, entidade que isolou o acesso ao local e tomou conta da ocorrência. 
Lusa
 

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