terça-feira, 22 de setembro de 2015

José Elísio pondera sair da presidência da Junta de Lavos

Expectativa Autarca não especifica motivos, mas poderão estar relacionados com benfeitorias reivindicadas há anos
Uma exposição de espantalhos e de antigas armadilhas para pássaros, patente na sede da colectividade Oucofra (que engloba as localidades de Franco e Outeiro), até ao final desta semana e visitável todas as noites, marca o final das Festas da Comunidade Lavoense na vertente recreativa (na religiosa ainda haverá mais uma acção a 13 de Dezembro na Igreja Matriz), iniciativa da junta de freguesia de Lavos.
Todavia o certame que já se realiza há vários anos e envolve acções ao longo do ano, em todas os lugares da freguesia para «unir» toda a comunidade, manter as «tradições» e «divulgar» a freguesia, pode estar em risco, já que, José Elísio apesar de fazer um balanço «muito positivo» de todos os eventos, não garante que para o ano volte a haver Festa da Comunidade Lavoense, porque está a colocar a hipótese de se demitir
«Equaciono a possibilidade de sair até ao final do ano», disse, escusando-se no entanto, a avançar com outros pormenores que possam justificar esta decisão.
Todavia o nosso Jornal conseguiu apurar que, em causa poderão estar algumas "reivindicações" efectuadas à Câmara Municipal, de matérias que o autarca gostaria de ver em andamento nos últimos dois anos de mandato, que são as-
Sede para a CVP de Carvalhais, ciclovia e aquisição da casa que acolheu Wellington podem ser motivos
pirações da população há muito tempo e que integraram o programa de campanha, aquando das últimas eleições autárquicas, designadamente uma nova sede para a delegação de Carvalhais de Lavos da Cruz Vermelha Portuguesa (numa casa que a Câmara adquiriu e que permitira libertar
o espaço actual, para uma zona de lazer), o arranjo urbanístico do largo daquela localidade ou a construção da ciclovia que irá ligar Regalheiras à Costa de Lavos (continuando um percurso que, numa primeira fase já efectuada liga a Costa de Lavos ao IC1, mas cujo objectivo final seria uma grande ciclovia que ligaria a Cova-Gala ao percurso do Carriço.
Outra "aspiração" também já com décadas, passa pela aquisição da casa em Armazéns de Lavos, que, aquando das invasões francesas, acolheu o duque de Wellington e que se está a degradar. A ideia seria construir ali um pequeno núcleo museológico que falasse da participação dos lavoenses nas guerras peninsulares e que, segundo José Elísio já defendeu publicamente por diversas vezes, contribuiria para viabilizar um roteiro turístico de interesse envolvendo o Núcleo Museológico do Sal, o batel a igreja matriz, o moinho de marés e a arte-xávega
Centro de Saúde pronto
Ainda em Lavos, está concluído e equipado o novo Centro de Saúde, obra de 569 mil euros (construção), comparticipada em 85% por fundos comunitários, mas que no total, ronda os 800 mil euros, além do terreno doado pela freguesia para o efeito e avaliado em cerca de 60 mil euros, aguardando pela inauguração, para começar a funcionar. «Não percebo do que estão à espera Fechado, começa a degradar-se e nós com isto (edifício) à porta ea ter de ir ao médico sem condições», diz uma moradora.

Retirado da edição em papel do Diário de Coimbra 16/9/2015

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